Bem vindo às Terras de Salém. Onde a Magia nunca tem fim.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Soneto da morte ao luar


Dói-me no peito todas as dores deste mundo.
A vida esvai-se lenta e dolorida por minh’alma.
Nenhum sorriso me acalenta ou traz –me a calma.
Nenhum bálsamo cura-me o corpo nauseabundo.

Negra noite eterna se faz presente em meu viver.
Silencio e solidão são de mim os companheiros.
Somente alguns olhares passam por mim ligeiros.
E expressam pranto e compaixão pelo meu ser.

Abandonei-me à própria vida, auxiliando minha morte.
Poupei-lhe o tempo eterno de um pesar.
Mas ao contrário não sou um pobre, tenho sorte.

Morrerei ainda esta noite, lenta e suave morte.
A morte gentil e fremitante,
Daqueles que morrem sorrindo ao luar.


domingo, 10 de novembro de 2013

A Mente Que Habito



Não me entendo
Não me compreendo
Me arrependo
Um emaranhado de fios

Fios desencapados
Encostando-se
Dando curto
Queimando minha sanidade

Para onde? Por onde? Por quê? Quando?
Dúvidas, dúvidas...
Conflitos, dores, pudores, amores
Ilusão, desilusão, confusão, mais e mais dúvidas...

Meu, seu, nosso, de ninguém
Escuro, claro, longe, perto
Cima, baixo, um lado, ou outro
Que coisa de louco!

Será que sou louca?
Ou o mundo é que é?
Será que você é louco?
Será que nós somos?

Será que seremos nós?
Será que é só você?
Meu Deus, quantas perguntas...
Será que mais alguém vê?

Não me entendo
Não me compreendo
Só sei que está doendo
E me arrependo por isso

Vejo tudo
Ao mesmo tempo não vejo nada
Tenho tudo
Ao mesmo tempo não tenho nada

Poderia ser tudo mais fácil
Se não fosse tão difícil
Poderia ser mais rápido
Se não fosse tão demorado

Tudo depende da minha sanidade
Da minha dificuldade
Só lhe peço paciência
Não estou de bem com minha consciência

Não me entendo
Não me compreendo
Só sei que está doendo
Sim, eu estou vendo

Me desculpe, eu não faço por mal
Eu queria ser normal
Mas não consigo!
E nem sei por quê!

Não sei quem sou
Não sei o que quero
Não sei o que espero
Eu apenas não decido

Falemos sério agora
Na boa, eu não entendo
Eu não compreendo
Eu não ME entendo

Só sei que está doendo
E é difícil para mim, não saber mais do que isso
Está doendo
E é só isso

Um poema da "poetamiga" Jessica Kaczmarkiewcz, que com maestria rege as palavras que tocam música para a alma ouvir.